Amigos
É triste perceber que todos fogem.
O que os faz fugir?
Nada dou a eles,
Finjo que não existem.
Por que eu haveria de
Existir para eles?
O que não enxergo?
Será minha incapacidade de me apegar?
Todos se foram,
Nada restou,
Só minha auto-suficiência
Estúpida e mentirosa.
Nem uma porta abre aos pleiteantes.
De onde viria a palavra do alheio,
A empatia oniricamente desejada?
Quero crer que esse fogo só me arde
Cá,
Que em meu berço jamais existirá
Essa dúvida animicamente mortal.
Mortal e suicida,
Caso seja real.
19/04/2004.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
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