segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Amigos

Amigos

É triste perceber que todos fogem.
O que os faz fugir?

Nada dou a eles,
Finjo que não existem.

Por que eu haveria de
Existir para eles?

O que não enxergo?
Será minha incapacidade de me apegar?

Todos se foram,
Nada restou,
Só minha auto-suficiência
Estúpida e mentirosa.

Nem uma porta abre aos pleiteantes.
De onde viria a palavra do alheio,
A empatia oniricamente desejada?

Quero crer que esse fogo só me arde
Cá,
Que em meu berço jamais existirá
Essa dúvida animicamente mortal.
Mortal e suicida,
Caso seja real.

19/04/2004.

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