segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sonho primaveril ou vida invernal

Sonho primaveril ou vida invernal


Como ainda sinto sua falta, minha querida
Sinto seu olhar ainda em mim
Sua voz no som que ouço
Seu corpo na pele do meu

A completude de nossos beijos
Ainda se fecha ao apagarem-se as
Luzes do quarto
E o nosso sexo retoma todo o
Nosso amor quando corro atrás
Dos momentos mais intensos dos dias que
Passamos juntos

Lembrar de você é morrer por dentro
É não ver mais nada além
Do que poderia ser o agora com você

E quando acordo entoado por sonhos primaveris
Vejo que a flor que mais venero já está morta
Enterrada num passado que meus arados internos
Não cansam de revolver

E aí noto que vivo invernado porque
Não entendo que as estações mudam


02/03/2008

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