Azula-te cinza!
Sei que não tens culpa!
Dessa cor, é iminente as gotas de vida
Que doarás.
O que seria do mundo com teu só azul?
Deserto, praia, floresta de pedras?
Não sinta-te culpado pela melancolia que me pões.
É esse corpo burro e egoísta
Que não sabe ver no cinza do agora
O anil do amanhã.
De tão importante que és,
Até deuses já lhe habitaram (e ainda habitam).
És estrada de bênçãos e maldições.
Vês os mais sutis pedidos por ti passar.
Se aos outros não prejudicasse,
Nem uma gota sequer,
Pediria a mim fazeres uma coisa;
Nem é só por mim o pedido,
Mas a mim muito ajudaria se aceitasses:
Não cubra-te mais com essa
Cortina cinza,
Mostre-nos sempre tua veste azul
E as cintilantes jóias que te iluminam
29/06/2006
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
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