Da alma à pena
Buscando a fala que não se cala
Mas não se mostra
Querendo entender a ânsia
Que vem de longe
Talvez da infância.
Só sei que a mão destra clama,
Chama e busca o sentido em qualquer brisa
Trazendo do etéreo pra folha lisa
O movimento que no mundo a alma realiza.
A mão não acompanhar o pensamento é uma pena
A vida vai voluntariamente como o vento
Vicissitudes vorazes voam velozmente
E a mão é uma, mesmo sendo duas
E da caneta é refém eternamente.
21/06/2006
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
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